Sobre as mágoas


 
Foto: salvemasnossascriancas.blogspot.com

Já faz algum tempo que eu tenho enfrentado uma dificuldade muito grande em liberar perdão e esquecer alguns fatos que me entristeceram. Acredito que muitas pessoas também têm essa dificuldade e, pensando sobre isso me veio à mente uma ilustração.

Nunca quebrei nenhum osso do meu corpo (por enquanto, rs) mas vários amigos meus já passaram por essa experiência dolorosa. Seja jogando futebol, sofrendo um acidente de carro, brincando de pique, ou até mesmo torcendo o pé em uma rua esburacada. Acontece um acidente, um momento de distração, e eis que surge uma dor insuportável no membro fraturado...

A pessoa é levada a um consultório. O médico examina a região prejudicada, faz um raio-X e assim ele vê a dimensão da fratura. Dependendo do caso, o médico precisa recolocar o osso no lugar, o que pode doer um pouco (ou muito). Se a fratura é exposta, a recuperação é um pouco mais dolorida e demorada, e exige cirurgias e a colocação de pinos no membro fragilizado.

Após esse processo, o membro machucado precisa ser imobilizado por certo tempo. Para isso, o médico coloca gesso, tala ou pinos na região que precisa ser restaurada. Esse processo pode demorar dias, mas também pode demorar meses. Quando enfim o osso é restaurado, o membro ainda está fraco porque ficou muito tempo ser ser exercitado. Para recuperar a força, a pessoa é encaminhada para fazer sessões de fisioterapia para que os movimentos sejam recuperados e a força do membro prejudicado volte. A recuperação exige paciência, cuidado e disciplina.

Toda vez que um osso é fraturado, entretanto, ele precisa rapidamente ser medicado. Meu pai a um tempo atrás machucou o dedo mínimo, mas só depois de muito tempo ele foi descobrir que havia fraturado aquele dedo. Como ele não foi ao médico na época em que ele machucou, o osso cicatrizou sem ser imobilizado, deixando o dedo do meu pai torto! Imagina!? rs

As nossas mágoas funcionam mais ou menos da mesma forma. Quando somos machucados, magoados, entristecidos, abre-se uma ferida em nossa alma, uma “fratura”. Se nós ignorarmos essas mágoas e não fizermos nada à respeito, ou seja, se nós não as tratarmos, não as medicarmos, ela deixará imperfeições em nosso caráter, no nosso espírito, na nossa alma. Ela nos deixará deformados, tortos e, como essa “fratura” não foi medicada corretamente, ela pode novamente ser machucada, no mesmo local e do mesmo jeito. Seremos pessoas melindrosas, rancorosas e sempre evitaremos as pessoas e as situações semelhantes àquelas que nos machucaram por medo de sermos novamente feridos.

A mágoa precisa ser tratada. Ela precisa inicialmente ser investigada por Deus, ser sondada, radiografada, para que saibamos o que realmente está se passando em nossa alma. Em seguida, ela precisa ser medicada, diagnosticada, através da liberação do perdão. Precisamos ter disposição em querer perdoar, em querer ser curado. O perdão é um processo que não ocorre em apenas um dia ou uma semana. É um processo diário, em que todos os dias nos colocamos diante de Deus e dizemos: “Senhor, hoje eu estou disposto(a) a perdoar mais 1% de todo mal que me foi feito, até que eu possa um dia dizer que não lembro mais disso com tristeza.” Perdoar alguém tem muito mais a ver com o nosso próprio bem-estar do que com o bem-estar daquele que precisa receber perdão. Alguém já dizia que guardar mágoa de uma pessoa é como tomar veneno esperando que o outro morra. Além disso, não sabemos o dia de amanhã. Hoje a pessoa ofendida somos nós, mas amanhã nós poderemos ser o ofensor, aquele que precisará do perdão de alguém. Jesus pagou um preço altíssimo para que você pudesse ser perdoado de seus pecados. Nunca se esqueça disso.

Suas mágoas, além de serem tratadas, às vezes precisam também serem “imobilizadas”. A região afetada precisa ser isolada para que ela possa se recuperar livremente. Existem várias coisas que causam fraturas na nossa alma. Talvez seja um relacionamento rompido, um namoro desfeito, uma discussão com alguém, uma palavra mal interpretada. Com isso, precisamos dar um tempo. Dar um tempo para nós, dar um tempo para o outro, nem que para isso seja necessário um tempo sem contato. Pense em outras coisas, ocupe sua mente com coisas boas, com atividades saudáveis, faça um esporte, procure algo para ler, para estudar. Enquanto isso, a raiva vai passando e o amor de Deus vai inundando os nossos corações neste período.

Depois que a raiva, a tristeza e as lembranças passam, precisamos seguir em frente. Tirar o gesso, tirar a tala, deixar as muletas de lado e voltar a caminhar. Podemos nos machucar novamente, mas nós não podemos desistir e nos amedrontar por causa disso. Precisamos ser como a criança que está aprendendo a andar. Ela cai várias vezes seguidas, mas ela sempre se levanta para uma nova tentativa. Às vezes ela chora, rala o joelinho, a mãozinha, mas a mãe e o pai sempre vem acudir, sarar, dar carinho, e ela rapidamente volta a querer dar os primeiros passos.

Você tem alguma mágoa? Não tenha medo do tratamento de Deus. Coloque-se diante dEle, permita que Ele te cure... e volte a viver.


“Jesus lhes respondeu: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.” Lucas 5:31


O Propósito do Relacionamento com Deus [1]


Por que Deus deseja se relacionar conosco?


“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.” Jeremias 32:38


De acordo com o dicionário Aurélio, relacionamento significa: ato ou efeito de relacionar-se. Capacidade, em maior ou menor grau, de relacionar-se, conviver ou comunicar-se com os seus semelhantes. Ligação de amizade, afetiva, profissional, etc., condicionada por uma série de atitudes recíprocas; relação.

Deus nos criou para termos um relacionamento contínuo e diário com Ele. Uma comunhão que não dura apenas um dia da semana, ou algumas horas do dia, mas uma comunhão que dura o tempo todo. No Gênesis Deus tinha comunhão contínua com Adão, porém, por causa do pecado, hoje nós sempre teremos uma forte tendência de nos afastar de Deus. O pecado desvia os nossos olhos do Senhor e faz com que nós coloquemos o nosso FOCO em coisas passageiras. Nós buscamos a afeição das pessoas e das coisas deste mundo, quando na verdade deveríamos buscar o amor de Deus, que é INFALÍVEL.


“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto.” Jeremias 17:5-8


O profeta Jeremias compara Deus com uma fonte de águas e compara os homens com árvores. Quando nós escolhemos confiar mais nas pessoas e nos conceitos errados que as pessoas pregam do que na sabedoria de Deus, e fincamos as nossas raízes no terreno dos relacionamentos humanos, a nossa árvore vai secar, e nós deixaremos de produzir frutos agradáveis a Deus, porque as pessoas não podem suprir todas as nossas necessidades. Devemos entender que as outras pessoas são tão necessitadas do amor de Deus quanto nós. Todos nós somos limitados e, por mais que alguém queira nos ajudar ou nos ouvir, somente Deus pode nos fornecer auxílio eficaz.

Se, todavia, nós escolhermos fincar nossas raízes próximo à fonte de águas, que é o nosso Deus, nossa árvore nunca secará, pois essa fonte de águas é eterna, e não se seca quando chega o verão, portanto nossa árvore continuará com as folhas verdes e dando frutos. Ou seja, se nós escolhermos confiar em Deus, e somente Nele, nós não desfaleceremos se porventura nossos amigos se afastarem de nós, ou quando nosso namoro terminar, ou quando nossa família estiver com dificuldades financeiras, ou quando nós ficarmos doentes, pois Deus suprirá todas as nossas necessidades nessas situações, e nós continuaremos sendo bênçãos para o Reino de Deus, dando frutos saudáveis e duradouros.

Esse é o motivo pelo qual Deus quer se relacionar conosco: nos acompanhar durante a nossa vida aqui na Terra, nos fornecendo todos os subsídios para que possamos sobreviver neste mundo mau, compartilhar conosco o Seu querer para as nossas vidas e, em contrapartida, Deus deseja que nossa vida produza frutos. Assim será até o dia em que nós estaremos face a face com Ele. Portanto, Deus quer ser o nosso amigo. Ele quer cuidar de nós.

Para que nós tivéssemos acesso a Deus, Ele enviou o seu filho Jesus Cristo ao mundo.
Enquanto viveu aqui na Terra, Jesus tinha um relacionamento íntimo com o Seu Pai, e sabia qual era a vontade de Seu Pai: “Eu e o Pai somos um.” João 10:30
Em um gesto de obediência a Deus e de amor incondicional pela humanidade, Jesus escolheu fazer a vontade de Deus, ou seja, ele cumpriu o propósito que Deus tinha para sua vida: Salvar a humanidade do pecado e fazer discípulos do evangelho. Não foi fácil para Ele cumprir este propósito, mas Cristo foi fiel até o fim.

Com isso, a muralha do pecado, que antes nos separava de Deus, foi derrubada pela cruz de Jesus. Após a crucificação, o véu do templo se rasgou, e a partir daquele instante TODOS poderiam ter acesso ao Santo dos Santos, ou seja, falar diretamente com Deus. Assim, já não era mais necessário sacrifícios de animais e penitências, pois o cordeiro santo de Deus foi sacrificado naquele instante pelos pecados de outrora e pelos vindouros. Além disso, Jesus Cristo deixou seus ensinamentos aos seus discípulos, e graças a estes homens e mulheres hoje nós também conhecemos o evangelho. Jesus portanto produziu muitos frutos quando esteve na Terra.

Portanto, Jesus Cristo é o nosso aliado no relacionamento com Deus, o nosso MESTRE e GUIA. Ele é quem será a ponte que fará a nossa ligação com o Pai, e Aquele que nos ensinará a sermos amigos de Deus, e que nos ajudará a entender qual é o propósito que Deus tem para as nossas vidas aqui na Terra.


“Nós éramos inimigos de Deus, mas ele nos tornou seus amigos por meio da morte do seu Filho. E, agora que somos amigos de Deus, é mais certo ainda que seremos salvos pela vida de Cristo. E não somente isso, mas também nós nos alegramos por causa daquilo que Deus fez por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, que agora nos tornou amigos de Deus.” Romanos 5:11

ROOKMAAKER - Palavrantiga

Composição: Marcos Almeida


Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler,
mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,
mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver,
mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer,
mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Toda vez que procuro aqui algo pra ler, ouvir, olhar e dizer,
Senhor sabe o que eu quero.
Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero.

Máscaras

DOROTHY: Oh... você é um homem muito ruim!
MÁGICO: Oh, não, minha querida - eu sou - um homem muito bom. Sou apenas um péssimo mágico.
(L. Frank Baum, 1856-1919, Mágico de Oz)

O que mais chama atenção nessa parte do filme? é a impressionante imagem de Dorohty, quando ela descobre que o Grande Oz é só um velho falando em um microfone. Ela fica decepcionada, mas quando ela diz ao mágico que ele é um homem ruim, a resposta é maravilhosa.

Acho que todos já experimentamos nossos momentos de péssimos mágicos, tentamos manter tudo sobre controle e tudo caiu no chão a nossa frente... Acredito que esses momentos são dádivas de Deus se estivermos dispostas a ver a mão dEle.
Pode ser o começo de uma nova maneira de viver se deixarmos as mascaras caírem. Se entregarmos nossas vidas para ser transformadas por Deus, deixaremos de ser péssimas mágicas para ser usadas pelo Pai. Porque quando assumimos que necessitamos de ajuda, Deus nos acolhe nos seus braços de amor, de misericordia e consolo, é um convite para começar uma nova vida. Ao Confessarmos que precisamos da ajuda de Dele em qualquer área da nossa vida é como poder cortar o fardo que vinha carregando. Deus não se sente diminuído por nossa humanidade e ninguém ganha nada se achando divino.

Não sei qual mascara cada um usa, não sei se você realmente precisa dela. O que sei é que, se pela graça de Deus conseguir tirá-la, nunca mais usará novamente. Pode ser que lhe seja custoso, como foi pra mim, mas vale a pena.
Amigas, hoje eu só desejei compartilhar minha grande lição. Ao tirar minha mascara eu pude reconhecer a dor uns dos outros. É somente depois que mostramos a fragilidade e deixamos a luz de Cristo entrar em nós a boa nova é pregada aos pobres de espírito, os cegos podem ver a verdade e os aleijados e feridos podem andar de novo.

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.
Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.
Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação é; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;
E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.
(1Co1: 3-7)

O que pregar a si mesmo todos os dias

* Texto de Tullian Tchividjian, traduzido por Filipe Schulz, publicado no blog iprodigo.

Porque somos tão naturalmente inclinados a olhar para nós mesmo e para nossa performance mais do que olhamos para Cristo e sua obra, precisamos nos lembrar constantemente do evangelho.
Se nós devemos pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias, qual seria o real conteúdo dessa pregação? Do que é que eu preciso continuar sempre me lembrando?
Se Deus te salvou – se ele te deu a fé para crer nisso, e se você agora é um Cristão; se você transferiu sua confiança dos seus feitos e habilidades para os feitos de Cristo no lugar dos pecadores – então aqui está a boa notícia. Nas palavras de Colossenses 1, é simples assim: você já foi tornado digno, você já foi resgatado, você já foi transportado [do domínio das trevas], você já foi redimido, você já foi perdoado.
É aceito entre os especialistas que no grego original, Efésios 1.3-14 é somente uma única sentença, bem extensa. Paulo está tão maravilhado pela pura grandeza e imensidade e bondade da preciosa graça de Deus que ele não faz nem uma pausa para respirar. Ele escreve em um estado de êxtase controlado. E no coração desse rompante está a idéia da “união com Cristo”. Fomos abençoados, ele escreve, com “todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (1.3): fomos escolhidos (v. 4), agraciados (v.6), redimidos (v.7), reconciliados (v. 10), predestinados (v. 11) e selados para sempre (v. 13). Tudo o que precisamos e ansiamos, Paulo diz, nós já possuímos se estamos em Cristo. Ele já assegurou firmemente o que nossos corações mais desejam.
Nós não precisamos mais depender, assim, da nossa posição, prosperidade, promoções, proeminência, poder, reconhecimento, prazeres passageiros ou popularidade, coisas que por tanto tempo nós buscamos desesperadamente.
Dia a dia, o que nós precisamos fazer na prática só pode ser experimentado quando chegamos a um entendimento mais profundo da nossa situação – um entendimento mais profundo do que já é nosso em Cristo.
Eu costumava pensar que crescer como cristão significava que eu tinha que, de alguma forma, buscar obter as qualidades e atitudes que estavam faltando em mim. Para realmente amadurecer, eu precisaria descobrir uma forma de alcançar mais alegria, mais paciência, mais fidelidade e por aí vai.
Até que cheguei à chocante conclusão de que isso não é o que a Bíblia ensina e não é o evangelho. O que a Bíblia ensina é que nós amadurecemos  conforme entendemos o que já possuímos em Cristo. O evangelho, na verdade, nos transforma precisamente porque não é uma mensagem de transformação pessoal interna, mas da substituição externa de Cristo. Nós precisamos desesperadamente de um Advogado, de um Mediador e de um Amigo. Mas o que mais precisamos é de um Substituto. Alguém que tenha feito por nós e assegurado para nós o que nunca seríamos capazes de fazer ou assegurar por nós mesmos.
O trabalho da vida cristã, portanto, é pensar menos de mim mesmo e da minha performance e mais de Jesus e da performance dele por mim. Ironicamente, quando nos focamos mais em nossa necessidade de melhorar, nós pioramos. Nos tornamos neuróticos e egocêntricos. A preocupação com o meu esforço em detrimento do esforço de Deus me torna cada vez mais egoísta e morbidamente introspectivo.
Você poderia falar da seguinte forma: a santificação é o trabalho diário de voltar à realidade da nossa justificação – receber as palavras de Cristo, “está consumado” em novas e mais profundas áreas de nosso ser diariamente, de encontro à nossa rebelião de falta de fé. É voltar à certeza da segurança do nosso perdão em Cristo e apertar o botão de reset mil vezes, todos os dias. Ou, como Martinho Lutero tão habilmente colocou em uma pregação sobre Romanos, “Progredir é sempre começar de novo”. Progresso espiritual real, em outras palavras, requer uma grande quantidade diária de recomeços.
Em seu livro Because He Loves Me [Porque ele me ama], Elyse Fitzpatrick escreve sobre o quão importante esses recomeços são para o crescimento cristão:
Uma razão pela qual não crescemos em obediência humilde como deveríamos é porque temos amnésia; nos esquecemos que somos limpos de nossos pecados. Em outras palavras, o fracasso contínuo na santificação (o vagaroso processo de sermos conformados à Cristo) é o resultado direto da nossa falha em não nos lembramos do amor de Deus por nós no evangelho. Se nos faltam o conforto e segurança que o amor e a purificação de Deus deveriam nos suprir, nossos fracassos irão nos acorrentar aos pecados do passado, e não teremos fé ou coragem para lutar contra eles, ou o amor por Deus que deveria nos fortalecer nessa guerra. Se deixamos de nos lembrar da nossa justificação, redenção e reconciliação, teremos problemas na nossa santificação.
O crescimento cristão, em outras palavras, não acontece primeiramente por uma melhora de comportamento, mas por uma melhora em acreditar – acreditar nos maiores, mais profundos e preciosos caminhos que Cristo já assegurou para nós pecadores.
Pregue isso para si mesmo todos os dias, e você experimentará cada vez mais a gigantesca liberdade que Jesus pagou com tanto amor para te assegurar.

*Texto original: http://iprodigo.com/traducoes/o-que-pregar-a-si-mesmo-todos-os-dias.html